Quando você acha que pega o filme certo

Eu odeio ver filmes em grupo, principalmente àqueles que aguardo ansiosamente ou os que já vi e espero que minhas amigas (ou no masculino ou qualquer um) gostem. Eu sei, não faz muito sentido a segunda afirmação – já que eu quero que elas agradem, eu deveria assistir junto e acompanhar as manifestações, porém, eu não tenho paciência para opiniões divergentes e para as que considero implausíveis. Porque sempre rola muita bagunça além do palpite de alugar um romance água com açúcar baseado num livro do Nicholas Sparks.

Porém, entretanto, contudo, esses dias eu achei que a idéia de rever favoritos na companhia de queridas poderia ser uma boa idéia já que se tratava de um drama devastador e um dos melhores do ano e sim, estavam animadas para alugá-lo: Blue Valentine, a estréia de Derek Cianfrance com Ryan Gosling e Michelle Williams e a terrível tradução enganadora de casais chulos: Namorados Para Sempre. E ainda bem que quem tomou partido para pegá-lo sabia que esse título era um pouquinho enganador – poderia só não imaginar da carga emocional.

Infelizmente me desapontei logo de início. Talvez a sessão deu errado porque foram muitas mulheres assistindo um drama como esse, ou seja, rolou muita conversa paralela, não ia ter como ficar envolvida, mas aí eu me pergunto: como também, tantas mulheres podem assistir filmes onde os casais morrem juntos* – por coincidência do destino (!!!) – ou qualquer outro clichê estúpido utilizado pelo autor citado mais acima e podem se sensibilizar tanto diferente de um romance, aliás, drama tão realista?! Podem julgar tanto as atitudes dos personagens que acabaram de conhecer e querer apontar que um motivo em especifico é o necessário para o problema de um relacionamento?!

No início, durante e ao final, quando pelo menos ficaram um pouco sensibilizadas por causa de uma cena, UMA cena, por causa de uma personagem, UMA personagem, se sustentou uma discussão de dicas para o homem conquistar a mulher. Mas o problema é sempre do homem? É algum dever da mulher viver parada esperando o homem sempre ter que agradá-la? Mas ora, acabamos de ver um filme onde o personagem tentava fazer isso a todo momento e a (principalmente) julgada (e xingada) era a esposa por já estar farta desse comportamento. Eu não entendo. Aguardo por respostas sobre realidade deturpada e visões otimistas do amor.

*Apesar de alguns dos clichês mais gritantes que já assisti em algum filme, gosto de Diário de uma Paixão, mas por causa dos protagonistas. O único Nicholas Sparks assistível.

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